Presidente do México propõe adiar eleição de juízes do país para 2028
O governo do México informou, nesta segunda-feira (18), que proporá ao Congresso adiar para 2028 uma eleição de juízes para que não coincida com as eleições legislativas e regionais do próximo ano.
O México elege pelo voto popular seus juízes e magistrados, inclusive os membros da Suprema Corte de Justiça, em um processo inédito no mundo.
A presidente Claudia Sheinbaum explicou que a proposta de adiar o pleito se deve à "quantidade de postos que serão eleitos" em 2027, quando será renovada a Câmara de Deputados, 17 dos 32 governos e centenas de cargos locais.
A autoridade eleitoral já tinha dito que uma eleição conjunta seria "inadministrável". A proposta requer a aprovação do Congresso e de Câmaras regionais.
"Teriam que ser urnas diferentes", destacou a presidente. "As pessoas teriam que ir votar no governador, em presidentes municipais, deputados, e depois ir para outra urna para votar no Poder Judiciário". No México, os prefeitos são denominados presidentes municipais.
A primeira eleição judicial, realizada em 1º de junho de 2025, teve uma participação de apenas 13%.
A reforma constitucional para eleger juízes pelo voto popular foi impulsionada pelo antecessor de Sheinbaum, Andrés Manuel López Obrador (2018-2024), após enfrentamentos com a Suprema Corte por decisões contra várias de suas iniciativas.
López Obrador, correligionário de Sheinbaum, acusou o mais alto tribunal do país de estar corrompido e de defender os interesses das elites.
M.Echeverria--ESF