Portugal inicia última Copa de Cristiano Ronaldo diante da RD Congo
Cristiano Ronaldo inicia na quarta-feira (16) a sua última tentativa de conquistar o único título que falta em sua prateleira, no comando da seleção de Portugal, que estreia contra a animada República Democrática do Congo, de volta a uma Copa do Mundo após meio século.
Jogador com mais partidas e maior artilheiro da seleção portuguesa, o 'Comandante' chega à sua sexta Copa do Mundo, mesmo número que o astro argentino Lionel Messi. Mas o camisa 10 da 'Albiceleste' já ganhou tudo após conquistar a Copa do Catar em 2022.
Nesta quarta-feira, às 14h00 (horário de Brasília), o cinco vezes Bola de Ouro entrará em campo no Houston Stadium, no Texas, para disputar, o que ele mesmo garantiu, a sua última edição do torneio.
- "Fisicamente bem" -
Aos 41 anos, o português ainda tem os holofotes voltados para sua imagem, assim como as críticas.
Sua chegada à liga saudita com o Al-Nassr em 2023 gerou reprovações, diante de sua lucrativa promoção da Arábia Saudita, às quais se somou a visita ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Além disso, ele tem rebatido as críticas ao seu estado físico. "Fisicamente estou bem. Você não tem visto os jogos?", respondeu a um repórter.
Também foi questionado por não ter marcado nos amistosos de preparação para a Copa contra Chile e Nigéria.
"O mais importante é quando as coisas ficarem sérias em 17 de junho. Aí veremos quem são os verdadeiros campeões", afirmou naquele momento.
No elenco, a dúvida paira sobre Rúben Dias, que passou os primeiros 15 minutos do treino de domingo realizando exercícios específicos de recuperação em campo e na academia, afastado do grupo principal.
Na tarde do mesmo dia na concentração na Flórida, os portugueses tiveram seu treinamento prejudicado pelo mau tempo que afeta a região sul dos Estados Unidos.
- "Muita qualidade" -
Embora Cristiano Ronaldo seja a figura fundamental da equipe, quase toda a parte criativa parece passar pelo meio-campista ofensivo do Manchester United Bruno Fernandes, apoiado pelos jogadores do Paris Saint-Germain Vitinha e João Neves.
Enquanto isso, os laterais João Cancelo (Barcelona) e Nuno Mendes (PSG), oferecem amplitude no esquema de jogo.
O treinador, o técnico espanhol Roberto Martínez, conta com muitas estrelas em sua seleção.
"Não somos ingênuos, sabemos que temos uma seleção de grande qualidade e jogadores em grandes clubes de todo o mundo. Talvez nunca tenhamos tido uma seleção como esta. Mas, como sempre, isso não vale nada na teoria", comentou Vitinha.
"Não diria que somos favoritos, não usaria essas palavras. Temos muita qualidade, muito talento, temos que colocá-los em prática e dar o nosso melhor pela seleção (...) o que funciona melhor é ser humilde", considerou.
- RD Congo sonha -
A República Democrática do Congo volta a uma Copa do Mundo depois de 52 anos. Na primeira vez, na Copa de 1974, na Alemanha Ocidental, participou como Zaire.
A seleção africana não contará com muitos torcedores nas arquibancadas: o surto de ebola que afeta seu território obriga os viajantes a fazer uma quarentena de 21 dias em um terceiro país antes de seguir para os Estados Unidos. Cabe à diáspora em Houston e Dallas apoiar a equipe em dobro.
Com um grupo físico e vertical, com velocidade na transição e muita força em seu setor ofensivo, a RD Congo é liderada pelo zagueiro Chancel Mbemba.
Com Wan-Bissaka na lateral direita, Masuaku pela esquerda e um bloco formado na Europa, promete surpresas, embora tenha dificuldades com a posse de bola e para se reorganizar na defesa nos contra-ataques.
"Voltar 52 anos depois é um verdadeiro orgulho e um prazer poder representar o Congo. Todo o país já ouve falar disso há tempos. Nos preparamos bem. Agora queremos fazer um bom papel nesta Copa do Mundo", disse à imprensa o técnico, o francês Sebastian Desabre.
D.Sánchez--ESF