'Não há medo', afirma técnico da RD Congo antes do jogo contra Portugal
O técnico da República Democrática do Congo, o francês Sébastien Desabre, afirmou nesta terça-feira (16) que sua equipe não tem medo de enfrentar o Portugal de Cristiano Ronaldo, que os congoleses esperam neutralizar coletivamente.
"Não há medo em si. Queremos jogar um bom futebol. Estudamos nosso adversário, que tem longos períodos de posse de bola e um alto nível de consciência tática, o que pode nos causar problemas no ataque, e é nisso que nos concentramos", disse Desabre em entrevista coletiva sobre o jogo de quarta-feira, no Estádio de Houston, no Texas, que vai abrir o Grupo K do Mundial.
O treinador afirmou que não possui estratégias individuais para tentar parar CR7 ou Vitinha, cérebro do meio-campo português.
"Acho que precisamos de um esforço coletivo aqui. Não se trata apenas de Cristiano Ronaldo. Claro, ele é decisivo, é muito influente no jogo. Ele é provavelmente um dos melhores jogadores da história do futebol, mas vamos tentar enfrentá-lo coletivamente. Ele é um verdadeiro desafio para os nossos defensores nas bolas paradas, é aí que ele se destaca", considerou.
"Mas não estamos focando em apenas um jogador. Acho que seria um problema se fizéssemos isso, porque temos muita qualidade e muitos jogadores diferentes, e é por isso que estamos tão animados. Estamos ansiosos para ver como meu time se sairá amanhã", acrescentou.
Desabre disse estar ciente de que enfrentará uma das melhores equipes do mundo e da capacidade goleadora de CR7. "Desejo a ele muita sorte, espero que marque gols, mas não contra nós", disse.
"Quero que minha equipe jogue, vamos correr riscos de forma equilibrada. Temos jogadores muito bons com perfis diferentes que podemos escalar", continuou o treinador francês.
"Acho que podemos ultrapassar a barreira defensiva deles, é uma questão de equilíbrio de poder coletivo. Temos diferentes perfis, variedades, opções de jogo e acho que eles vão ter a bola, são uma boa equipe, estão acostumados a ficar com a bola e estamos preparados", comentou.
Desabre também contou que sua equipe ficou triste ao saber que o surto de ebola na República Democrática do Congo complicou a possibilidade de seus torcedores viajarem para apoiá-los nos Estados Unidos, mas "vamos tentar garantir que eles nos vejam e que tenham algo para comemorar".
M.Vargas--ESF